Ética

Ética: Questão de Conveniência ou Base da Liderança

Ética, nunca na história desse país, esse substantivo foi tão usado, como neste século.

Poucos conhecem o significado desse trissílabo proparoxítono!

Faz-se importante, conhecer o que diz o dicionário sobre este verbete: Ética [substantivo feminino] parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo especialmente o respeito essencial das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social.

Que lindo!

Na Teoria fundamenta-se na Base da Liderança eficaz, eficiente e honesta.

Na Prática flexibiliza-se para a Questão de Conveniência: jogo de interesses, bajulação e lobismo.

É impressionante como é recorrente a quebra de confiança, resultando na falta de caráter, na mentira contumaz, nas falácias de muitas lideranças, principalmente na realidade corporativa.
Tal fato causa cada vez menos apontamento de dedos e introspecção séria e suspensão da prática.

ETs? Não.

Essas lideranças não seres intergalácticos, são humanoides, terráqueos, figuras midiáticas, influencers, CEOs. Analisando por esse ângulo, o que nos impõe não é um padrão de conduta alienígena, inverossímil.

São lideranças que vivem entre nós e, como tal, refletem atitudes e valores que são fácil e preguiçosamente escorregadios, porque não dizer pérfidos.

Vamos punir os ‘malfeitores’! Bradam uns.

São inocentes, vítimas do sistema! Protestam os simpatizantes.

Ruptura. Cisão. Polarização. Conjuntura estéril e que não permite diálogos, apenas discussões tendenciosas, ou a repressão dos contrários.

É a tendência, os colaboradores, ora rotulados de ‘Malfeitores’ podem – em última instância – serem punidos, sentenciados.

Alívio para os perseverantes, baseados na Ética. A crença de que o time pode – felizmente – seguir em frente confiante de que o problema foi resolvido e que o mal não os afetará mais.

Obviamente, deve existir punição suficiente, corretiva e pedagógica, para que todos façamos uma pausa, quando o pensamento necrosado, inóspito e corrupto de ceder à conveniência ocupar nossa mente.

Sim, há!

Só que, como disse o poeta Oswaldo Montenegro: “Sempre não é todo dia.”

As Leis Universais, ou a 3ª lei de Newton, conhecida como lei da ação e reação nos ensina que: ao aplicarmos uma força de ação contra um corpo, surge uma força de reação igual ou maior em um corpo diferente.

Você quer ‘resolver’ o problema?

Você deve dotar – não do impulso, mas da certeza de que o olhar deve se voltar para si mesmo, para o seu mundo interno.

Reforçar – no próprio caráter – o que acredita faltar nas lideranças corporativas.

Após, essa introspecção reflexiva, assumir as consequências de nossos atos.

Eu sei que essa questão pode parecer uma deficiência de abordagem, resultando no conhecido ‘tiro que saiu pela culatra’, porque não foi dado tempo suficiente para seguir seu curso e perceber que a abordagem estava errada.

Vale explicitar o fato, parafraseando o Ilmo. Presidente dos EUA, Abraham Lincoln: “Você pode trair a confiança de muitos por muito tempo; de alguns por algum tempo. Nunca de todos todo o tempo.”

Por isso, devemos ter muita cautela com a traição daqueles a quem você serve, aqueles que estão no poder. Mesmo que o seu fim desejável seja um upgrade na carreira, reconhecimento pessoal e/ou profissional, cumprir metas, ampliar os resultados do seu empreendimento.
Algo esperado pelas partes envolvidas, mas que corre o risco de prejudicar todas pessoas e recursos vinculados à sua atitude.

Faço-lhe uma advertência fraterna: Fuja do vício, rotineiro para muitos, conhecido como: ‘jeitinho brasileiro’ na intenção de se Autopromover, pois nunca será a melhor decisão.
Fatalmente tal atitude amadora, aparentemente “inocente” será percebida, causando uma mancha, mácula, ação punitiva, um perfil inaceitável em empresas sérias.

Hoje, estou fazendo muitas menções a pessoas muito especiais na minha história e que se fazem presentes em minhas mentorias.

Lembro o poeta inglês Robert Southey que observou:

“Nunca deixe um homem imaginar que ele pode perseguir um bom fim por meios malignos,
sem pecar contra sua própria alma. O efeito maligno sobre si mesmo é certo.”

Vivemos a Era Digital. Resolvemos quase tudo online.
São tempos delicados, um mundo pouco estável.

Um líder eficiente, eficaz e honesto dependerá mais dos seus recursos internos (conhecimento, habilidades e competências) do que das areias da mudança que mudam com o vento, sempre de acordo com a convenção social iminente.

Portanto, querida Pessoa Líder, se seus recursos internos não forem construídos sobre uma base sólida de Ética e Valores Morais.

Lamento dizer-lhe que você será sempre o Líder Nefasto, com aparência de Salvador, Necessário, Agregador, Ideal, pois contribuirá para a consolidação do problema; não com os atributos genuínos de um líder, que é ser um farol orientador, fornecendo a direção de que todo o time, a população tanto precisa, para evoluir e obter os resultados positivos, saudáveis que merecem.

Certamente, a razão subjacente para todas as negociações é: obter um lucro.
Entretanto, se não pode ser obtido honestamente, então não pode ser feito. Simples assim!

Hora de arregaçar as mangas e encontrar novos caminhos, novas estratégias viáveis para a Gestão dos conflitos, dos projetos, do desenvolvimento de cada colaborador.

Eu sei que, pode parecer sedutora a conveniência, por promover os ganhos de curto prazo. Curto prazo!

Já, a edificação do sucesso a longo prazo, só pode ser resultante do compromisso de: fazer o que é certo, mesmo quando esse curso de ação, esse processo, pode não lhe parecer interessante a curto prazo.
Ele será consistente, seguro e deixará um legado positivo para todos os envolvidos.

Finalizo com outra menção, ao oceanógrafo da Marinha dos EUA, do século XIX, Matthew Fontaine Maury exortou com razão, algo que ‘muitos brasileiros’ necessitam ler, escutar até tornar-se verdade absoluta:

“Onde o princípio está envolvido, seja surdo à conveniência”.

Querida Pessoa líder, esteja muito atenta para o fato de que o não exame dessas questões em nossas próprias vidas criará, elegerá, legitimará agrupamentos de líderes destinados à liderança com o mesmo compromisso nocivo.

Se você gostou deste artigo, comente e compartilhe.

Conhecimento é poder e merece ser
transmitido para o maior número de pessoas.

Mel Moura Moreno, liderança

Eu RE-conheço LIDERANÇA em Você. 🚀

Mel Moura Moreno

Analista Comportamental, Consultora e Mentora de Liderança e Gestão de Projetos (Pessoal, Carreira e Negócios).

email: contato@melmouramoneno.com / WTS https://wa.me/message/Z62XJ2FUMGXXB1

Leia também