Pertencimento

Semente Diária 14/10/2022

LÍDER:

“Você tem a família ideal para facilitar seu desenvolvimento.”

São tantos questionamentos, quando o assunto é família.
Este post não tem como objetivo rotular o sistema familiar. A pretensão é apenas abordar o Poder do Pertencimento.

Sim. É inegável que existem famílias disfuncionais.

Sim. Sim. É fato que existem famílias acolhedoras.

Sim. Sim. Sim.
É inquestionável que a ‘nossa’ família é ideal pra gente, sendo ela como for.

Sabe por quê?

Porque é na disfunção que se adquire a força para o ‘fazer diferente.’
Sendo assim, a gratidão é real.

Porque é na família acolhedora que – muitas vezes peca pelo excesso – onde encontramos o solo fértil para nos empoderarmos e ‘fazer diferente e melhor.’
Portanto, a gratidão é real e merecida.

Quando entendemos que nossas famílias fazem O MELHOR que sabem por nós, ganhamos a liberdade para construirmos algo NOVO e congruente com nossa perspectiva e conhecimento da realidade.

Agora, quer no sistema familiar, no ambiente profissional, no espaço religioso, no grupo de amigos, no clube, no espaço acadêmico, todos nós temos a necessidade de nos sentir PERTENCENTES.

Esse sentimento de pertença nos propicia a sensação de conforto mais poderosa que podemos experimentar.

Quando falo em pertença, refiro-me à necessidade básica de acolhimento através do contato físico, da comunhão de ideias, nas atitudes congruentes, no sentir-se amado/amada incondicionalmente.

Não estou falando do AMOR, por causa de…
Falo do Amor Incondicional, o amor genuíno, aquele amor apesar de…

Que poder o sentimento de pertencimento possui!

Ele possui a sabedoria que transcende as barreiras: social, moral, legal ou racional, por ser algo inconsciente, presente no nosso DNA.

Quando – por algum motivo – existe o rompimento desse ciclo de apoio, de confiança chamado pertencimento, a dor é dilacerante, imensa, sufocante.

É por esse motivo que – muitas vezes – renunciamos à nossa liberdade, até mesmo das nossas vidas em prol do clã, sem a compreensão exata e consciente de como isso acontece.

Vou compartilhar um fato da minha vida:
Após passar 4 anos fora do Brasil, estudando, numa época analógica: cartas demoravam semanas, o DDI era caríssimo, eu falava com meus pais apenas quinzenalmente por míseros 10 a 15min. Eu era uma jovem de 18 anos super apegada aos pais, aceitei o desafio, porque o privilégio de fazer o mestrado e doutorado – em Harvard – no fim dos anos 80 era para poucos, os eleitos. Eu era uma eleita e fui.

Quando retornei, meus amigos fizeram uma Mega festa, peguei o carro do papai e fui. Acabou a festa, fizemos a esticadinha para comer canja numa Padoca Bella Paulista, que funcionava 24h. Da canja, fomos para o café da manhã, sol das 7h da manhã. Comprei pão, leite, frios e fui para casa, sentindo-me de volta e aceita novamente na minha tribo.

Cheguei em casa. Meu pai de pijama e roupão com cara fechada. Minha mãe com os olhos inchados de chorar. Perguntei: “O que aconteceu?”

Minha mãe disse: “Com efeito, fia, você sai e volta essa hora?”
Eu disse rindo e com naturalidade: “Ah, mãe, dançamos, depois fomos tomar canja e ficamos para o café da manhã. Olha, trouxe pão fresco.”

Meu pai disse apenas isto com toda a mansidão: “Muito bem. Você está de volta ao lar. Aqui as regras continuam as mesmas, você pode chegar até a 1h da manhã. Se você quiser viver por si mesma, você tem emprego e boa remuneração, pode comprar e/ou alugar uma casa para você. O amor é o mesmo. O que você decide agora?”

Eu atônita respondi: “Quero ficar e topo seguir as suas regras.”

Fiquei gente!
Meu pai foi para a eternidade, fiquei com minha mãe.
Casei-me e só saí daquela casa, após sua partida para a eternidade.

Você, querida Pessoa Líder, me questionar: “Mel, por que você aceitou isso?”

A resposta é simples, curta e objetiva: “Necessidade de pertencimento.”
E, está tudo bem!

Pertencer à família sacia outra necessidade: Segurança.
Assim como pertencer a uma empresa, construir um negócio, participar de uma tribo de amigos, a um partido político, a um ambiente religioso é a força motriz para as nossas atitudes.

É o espaço onde construímos nossas vivências, experiências comuns, cotidianas, normais para cada ambiente, é onde temos uma posição na engrenagem, na hierarquia.

Algo que nos gruda, nos torna PARTE, mesmo que conscientemente saibamos, como disse Aristóteles, há mais de 2.500 anos: “O todo é maior que a soma das partes.”

É do todo que emana a Vida, a LUZ, nosso DNA, ou seja, a nossa programação original.

Estamos diante de um final de semana, aproveite-o para visitar os seus Sistemas de Apoio, Confiança e pertencimento.

Vá sem julgamentos!
Simplesmente, vá para ‘estar com as pessoas’ – ocupar-se com o emocional uns dos outros.
E, se a conversa tomar um rumo que você não aprecia, mude o rumo, ou sorria e finalize a visita com elegância, respeito e amor.

Você pertence a que grupo[s]? Comente comigo.

Estamos JUNTOS nesta jornada.
Eu RE-conheço LIDERANÇA em você!🚀

Abraço acolhedor da Mel.

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