Gestão de Tempo

Memória é passado. Vida é presente. Futuro será presente amanhã.

Um gênio

Salvador Dali, um pintor espanhol, cuja ambição maior era representar o irrepresentável, ou seja, traduzir o inconsciente e sua linguagem intensa, anárquica, atemporal, que desconhece lógica e, ele conseguiu com maestria.

Essa característica compreende uma escola artística, conhecida como Surrealismo.

Como ele conseguiu essa proeza?

Bem, sabe-se por leituras que Dali se proporcionava picos de ansiedade e aflição – por vezes, aterrorizando-se com cadáveres de insetos, porcos-espinhos e outras situações bizarras, para que desfalcado da distinção entre realidade e imaginação, criar figuras baseadas em objetos reais, mas com diversas e múltiplas interpretações.

A obra que apresento hoje, intitulada A Persistência da Memória, (em espanhol: La persistencia de la memoria; em catalão: La persistència de la memòria) uma pintura de 1931, óleo sobre tela, tem as seguintes dimensões: 24 x 33cm, tornou-se a obra mais conhecida de Dali.

Loucura? Genialidade?

A loucura é genial.
A genialidade beira a loucura.  

O fato é que Salvador Dali impôs-se uma meta e conseguiu realizá-la a contento, tanto que sua obra permanece atual, fresca e intensa.

Uma metalinguagem interessante, quando pensamos na atualidade dessa obra de 85 anos.
Pintando relógios distendidos, derretidos, Dali desafia nosso entendimento lógico, racional do mundo físico.
Com maestria, ele ilustra uma das teorias da relatividade de Einstein:


“o tempo se curva sob o impacto da gravidade.
Se o próprio tempo se curva, por que não os relógios?”

Observemos os detalhes e entendamos alguns porquês, viabilizando leituras possíveis:

Relógios derretidos, conta-se que:

“um dia, sentado, no jantar,  diante prato principal, Dali reparou que seu queijo Camembert havia derretido e começava a se espalhar pelas bordas do prato.
Essa imagem do queijo derretido foi transposta para os relógios derretidos.
Horas depois, a pintura estava pronta.”

Criatura Bizarra: no plano central da pintura, está a auto-caricatura coberta por um relógio derretido.
Os cílios sugerem um grande olho fechado em estado de contemplação, do sono ou da morte, propondo que somente a superação do tempo “cronológico” pode soltar as rédeas da consciência, permitindo ao inconsciente falar, se expressar – através dos sonhos, mensagens codificadas do inconsciente.

Litoral vazio: a casa de Dali em Port Ligat, Barcelona era próxima ao litoral, por isso ele ilumina os penhascos e o mar com uma luz transparente e melancólica, novamente reiterando a linguagem do inconsciente, presente na metáfora dos oceanos.

Formigas e mosca: aparecem atrás do relógio laranja e no derretido à esquerda, por odiá-las estão presentes nessa obra como símbolo de putrefação, haja visto que umas se alimentam do putrefato e outras promovem a disseminação das larvas que o consomem.

O tempo cronológico passa velozmente, porque é o tempo de Kronos, constituindo o olhar de que o passado está findo, o presente é transitório, por isso merece ser dedicado à construção do futuro presente, para que assim haja a qualificação do tempo que ultrapassa o relógio, o tempo de Kairós, o tempo da emoção, o tempo da eternidade das ideias, dos sentimentos, dos legados de vida.

A Arte tem o poder de traduzir sonhos, fantasias e pensamentos.
Cabe a cada observador, senti-la profundamente, para entendê-la.

Mel Moura Moreno, liderança

Eu RE-conheço LIDERANÇA em Você. 🚀

Mel Moura Moreno

Analista Comportamental, Consultora e Mentora de Liderança e Gestão de Projetos (Pessoal, Carreira e Negócios).

email: contato@melmouramoneno.com / WTS https://wa.me/message/Z62XJ2FUMGXXB1

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